Tuesday, September 2, 2008

Branco

E surgiu um branco
Ela ainda não sabia como defini-lo
Não sabia se estava sentindo uma calma ou uma fúria interna
Ela sabia que aquela cor estava lhe fazendo bem
Mas a mudança provocava uma inquietude
Uma necessidade de definir aquela sensação tão nova
O branco a lembrava da infância, uma infância branca
As vezes, muito bela, as vezes aprisionante
Essa brancura voltava agora
Ela sentia falta de casa
Mas gostava também da vida colorida que ela havia criado
Na verdade, ela odiava o branco e também odiava sua infância
Mas desde que havia saído e havia mergulhado
nesse mundo colorido, ela sentia falta do branco
Do branco que não tem significado, mas que era a referencia de tudo aquilo que vivera até então.
Ela pensa em tudo o que poderia fazer, poderia sair de casa, tomar um sorvete, alugar um filme
Ou poderia pendurar um pano colorido em alguma das paredes brancas, poderia pintar uma flor colorida no canto quieto e branco da parede ao lado da janela
Ou então, ela poderia ficar lá, observando as formas retas, o branco que a confrontava, a atordoava e a acalmava

1 comment:

Noz Moscando said...

1° kommentar!
esse blog assim todo em alemão me dá uma sensação de que só é possível filosofar em alemão.
a brancura da parede e da infância constrastam com essa negrura das paredes do blog. consegui entender 10% dos textos, mas adorei o que vi.
minha poetisa luanística!